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Amor Sem Escalas, Jason Reitman, 2009

Sem Check-In

por Gustavo Padovani Up_In_The_Air_-_Poster

 

O diretor e roteirista americano Jason Reitman tem uma grande consideração por seus protagonistas. Ele os deixa a vontade para fazerem suas asserções sobre o mundo, para se apresentarem para o espectador, realizarem confissões íntimas e até exibirem suas opiniões sobre as coisas mais diminutas e frívolas. Os enquadramentos pouco ou quase nada exibem das situações em que eles não estão presentes. Caso as imagens não capturem suas ações, elas ocupam o ecrã para ilustrar e/ou contradizer os pensamentos dos protagonistas – e esses momentos geralmente tornam-se os mais cômicos de cada película. Essa feição do diretor está presente em sua estréia Obrigado Por Fumar (2005), no celebrado Juno (2007) e agora em Amor sem Escalas (2009). 

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Onde vivem os monstros, Spike Jonze, 2010

Coisa de criança...

 

por Felipe Teram onde_vivem_os_monstros_III

 

Existe uma barreira bem delimitada que separa o que podemos chamar de filmes de guerra e filmes sobre a guerra. Não trata-se de algo tão abstrato quanto prático: basta observar as reações de um espectador que acaba de assistir a Resgaste do Soldado Ryan (1998) e um outro que aguenta assistir a Fahrenheit 11/09 até o fim. No primeiro filme, provavelmente, o espectador será abalado pelas vibrações imagéticas que transportarão suas pulsações sensoriais ao temente mundo das belicosas batalhas yankees. No segundo filme, certamente o espectador manterá certa distância do assunto por mais que o tom reflexivo faça-o ponderar de forma mais apurada sobre o tema da “luta contra o terror” – e no máximo, o espectador manterá um rancor indignado.

Essa diferenciação, ou pelo menos sua lógica, pode fornecer uma astuta reserva às promessas da divulgação de Onde Vivem os Monstros, inspirado no romance de Maurice Sendak e dirigido por Spike Jonze.

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Nine, Rob Marshall, 2010

Vintage Pop Fellini

 

por Felipe Teram

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O clássico vocativo de ensaios de dança “Five, six, seven, eight” irrompe as primeiras cenas de Chicago (2002), filme musical dirigido por Rob Marshall. Nada mal para um tradicional coreógrafo de sucesso que incursa com o respeito de um detentor de 6 Oscars para o mundo dos diretores de grandes produções. Após um hiato de Memórias de uma Gueixa (2005), em que o diretor tomou a frente de uma adaptação de um livro, o diretor retoma sua sina de coreógrafo e dirige Nine, mais um faustoso musical.

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